Fiemg: economia desestimulada
economia_verde
+
Categoria: Categoria 1
jul, 13, 2014
Olavo Machado Junior, da Fiemg/Alisson J. Silva

 Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Junior, a manutenção da política de elevação de juros do Banco Central desestimula a economia tanto na produção quanto no consumo. “Há um ano, a Selic era de 7,25% ao ano e hoje (ontem), atingiu 11%. Ou seja, 3,75 pontos percentuais adicionais não foram capazes de fazer com que a inflação recuasse”, obervou, ressaltando que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou janeiro, no acumulado de 12 meses, em 5,7%. Além disso, as expectativas de mercado para o fim do ano, segundo o boletim Focus, está em 6,3%, muito próximo ao teto da meta do governo de 6,50%.


Machado Junior também observa que a inflação de serviços, na mesma base de comparação, continua sendo o fator que mais puxa a inflação para cima, atingindo patamar superior a 8%. “Trata-se de um setor que não sofre concorrência externa, como a indústria e agricultura, e, por isso, as pressões do mercado de trabalho que vêm puxando os salários acabam sendo repassados aos preços, com reflexos sobre toda a economia”.

Por outro lado, segundo o presidente da Fiemg, a atividade econômica continua deprimida. Enquanto o PIB cresceu apenas 2,3% ano passado, para este ano a expectativa atual é de crescimento de 1,7%. “O cenário da produção industrial é bem pior. No acumulado de 12 meses até janeiro, a produção da indústria brasileira cresceu apenas 0,5%. Em Minas Gerais, a situação é mais lastimável: -2,32% no mesmo período. Portanto, continuamos tendo o pior dos mundos, baixo crescimento com alta inflação”, afirmou.

Transparência - Para ele, é inegável que a falta de uma política fiscal mais alinhada com a política monetária e mais transparente “constitui motivo importante para a resistência nas expectativas da inflação, apesar de todos os ajustes nos juros feitos pelo Banco Central”. “Devemos lembrar que, em fevereiro, o país registrou déficit primário, fruto do excesso de gastos do Tesouro para conter os preços da energia. Mas, mais do que isso, as receitas do governo federal tiveram um crescimento de 7,3% no primeiro bimestre do ano. No entanto, os gastos tiveram um aumento de 15,5%. Portanto, o próprio governo continua praticando uma política fiscal indutora da inflação”, avaliou.

Machado Junior acrescenta ainda que, segundo pesquisas da CNI e da Fiemg, a confiança dos empresários e consumidores em relação ao desempenho da economia tem caído sistematicamente. “Isso indica que a disposição do empresário em investir e do consumidor em consumir está diminuindo. Precisamos sair deste círculo vicioso e voltar a crescer, principalmente via aumento de produtividade, para que não percamos os avanços duramente conquistados nos últimos 20 anos”, concluiu.(Reportagem Local)

Fonte: Diário do Comércio

Nenhum Comentário
1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)
Loading...Loading...

COMENTÁRIOS

You must be Logado comente.